Exportação de milho apresenta queda em julho de 2026

As exportações brasileiras de milho em julho de 2026 começaram com um ritmo lento, registrando até agora 519.706,1 toneladas. Esse volume representa apenas 21,35% das 2.433.966,1 toneladas acumuladas no mesmo mês do ano passado. A média diária de embarques, que chegou a 64.963,3 toneladas, mostra uma queda significativa de 38,6% em relação à média diária de julho de 2025, que foi de 21.715,9 toneladas.

Contexto de mercado

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, através da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A situação atual do mercado de milho reflete uma combinação de fatores. A falta de interesse dos produtores em negociar nos preços praticados nos portos é um deles. Segundo Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, os preços atuais não atraem os produtores, que estão evitando novas negociações. “Os volumes têm sido muito baixos e também atrasados em relação aos anos anteriores”, afirma Rafael.

Análise

A arrecadação com as exportações de milho também caiu. Até agora, o Brasil arrecadou US$ 109,893 milhões, um valor bem inferior aos US$ 499,466 milhões registrados em julho de 2025. Isso resulta em uma média diária de arrecadação de US$ 13,736 milhões, que é 36,7% menor do que os US$ 21,715 milhões do mesmo período do ano anterior.

Apesar da queda nas exportações, o preço médio por tonelada teve um leve aumento de 3%, passando de US$ 205,20 em 2025 para US$ 211,50 em 2026. Essa elevação, no entanto, não tem sido suficiente para estimular a venda do milho, pois os produtores ainda consideram os preços insatisfatórios.

Impacto para o produtor

Para os pequenos e médios produtores rurais, essa situação representa um desafio. A falta de interesse nas exportações pode resultar em estoques acumulados e pressão sobre os preços internos. Além disso, a diminuição da arrecadação pode afetar a capacidade de investimento e a continuidade das operações agrícolas. Os produtores precisam estar atentos às flutuações do mercado e buscar alternativas para a comercialização de sua produção, seja através de vendas internas ou por meio de cooperativas.

Perspectivas

As perspectivas para o restante de julho de 2026 não são otimistas, a menos que haja uma mudança significativa nos preços praticados nos portos ou uma recuperação na demanda externa. Para os produtores, a orientação é monitorar o mercado e considerar estratégias de comercialização que possam mitigar os impactos da baixa nas exportações. A situação atual reforça a importância de diversificar as opções de venda e buscar informações que ajudem a tomar decisões mais acertadas. O cenário é desafiador, mas com planejamento e adaptação, é possível enfrentar as dificuldades e buscar melhores resultados no futuro.